Fundada em 1987, a Dental Solident atua na distribuição de insumos, equipamentos e instrumentais odontológicos para todas as especialidades. São mais de 10 mil itens que garantem um portfólio completo na odontologia: Dentistica, Endodontia, Cirúrgia, Ortodontia e muito mais.
Toda a operação da empresa está centralizada em São Paulo, com profissionais treinados e capacitados em todas as áreas.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Cuidado com os apetrechos de higiene bucal

Como se sabe, os ambientes mais propícios para proliferação das bactérias são quentes, úmidos e abafados, situação presente na boca.

 
Os cuidados com os apetrechos que você usa para manter sua saúde bucal, também são importantes. Há pelo menos 900 espécies de bactérias capazes de sobreviveram até 24 horas sob as cerdas das escovas dentais, multiplicando-se e entrando em contato novamente a cada escovação feita.

 
Desta forma estamos propiciando uma maior ocorrência de doenças bucais como cáries, doenças ligadas à gengiva e lesões na mucosa. As pessoas tem pouco cuidado na forma em que guardam e mantém suas escovas dentais. Com o fio dental tem-se menos problemas já que ele acaba sendo descartado após o uso, mas cuidados com a embalagem também merecem atenção. Os colutórios bucais, da mesma forma, devem ser usados corretamente. Nada de ficar colocando a tampa do produto na boca e devolvendo-a para o frasco.

 
Dicas para manter seus apetrechos de higiene bucal mais seguros e limpos:

 
1.> A escova dental deve ser lavada após o uso com água corrente, batida na pia para eliminar o excesso de água e borrifada na parte das cerdas com algum agente antimicrobiano, como os colutórios bucais. Há algum tempo tem sido usada à solução de clorexidina a 12 % para assepsia de diferentes utensílios. Após isso, seca-se a escova com papel descartável e acondicione-a em um armário que esteja também livre de umidade e sujeira. Já começa a aparecer no mercado escovas com agentes antimicrobianos nas cerdas, o que garantiriam uma maior segurança. É claro que, ao primeiro sinal de manchas ou algo diferente na escova, se deve trocá-la, lembrando que é obrigatória a troca da mesma em até três meses.

 
2.> O fio dental deve ser retirado da embalagem com as mãos limpas e em seguida fechada a tampa. Deve-se ter cuidado para não deixar entrar água dentro da caixa. Nem deixar beiradas de fio dental do lado de fora da embalagem.

 
3.> Os colutórios para bochecho tem a famosa tampa que a maioria das pessoas usa não só como dosador, mas como meio de transporte do produto à boca. É prático, sem dúvida alguma, mas não é correto. Devem-se ter uns copos pequenos, descartáveis, e usá-los para levar o liquido até a boca. 


Tem um fato importante a lembrar, em conversa com um paciente, ele relatou que foi a uma churrascaria famosa em São Paulo, onde se sentiu à vontade para usar  o colutório para bochecho em galão, disponível aos clientes, com os devidos copos descartáveis no banheiro. Nada disso, sabe-se que coliformes fecais, principalmente após o uso das descargas “voam” por toda a proximidade do vaso sanitário, podendo contaminar tudo a sua volta. Isso serve não só para os lugares públicos, mas também para nossas casas. O assunto pode parecer desagradável, mas é sério.

Odontoma composto e complexo

          Um dos tumores odontogênicos mais comuns na cavidade bucal é o odontoma. São considerados mais como anomalias que ocorrem durante o processo de desenvolvimento de um dente do que uma neoplasia propriamente dita.

     A prevalência do Odontoma é maior do que a soma de todos os outros tumores odontogênicos. Pode ser dividido em dois tipos: Odontoma Composto e Odontoma Complexo.






O Odontoma Cosposto é formado por muitas estruturas pequenas e disformes semelhantes a dentes. Recentemente um caso bem atípico chamou a atenção da mídia mundial. Um






jovem indiano de 17 anos foi operado desta lesão e foram removidas num total de 232 “dentes”.        Claro que a mídia gosta de chamar a atenção para a notícia mas se você observar as estruturas são muito disformes e apenas algumas podem ser consideradas mini dentes ou dentículos como queiram.


       Já o Odontoma Complexo é uma massa aglomerado formado por esmalte e dentina que não lembra a estrutura de um dente. Esta lesão em alguns casos pode aparentar uma mistura dos dos tipos o que na minha opinião é o que se mostra na lesão apresentada pelo garoto indiano (veja as imagens).

        Na grande maioria dos casos de odontoma ele apresenta-se assintomático e o paciente descobre que tem em exames radiográficos de rotina em consultório do dentista.

A remoção do odontoma é feito cirurgicamente e o prognóstico ao paciente após sua remoção é bem favorável

























segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

CURIOSIDADES ODONTOLÓGICAS

Os registros históricos demonstram que com o domínio do fogo e o fato do homem passar a cozinhar os alimentos, associado ao ingresso da dieta à base de amido, começaram as agressões aos dentes e suas conseqüências.
Por muitos séculos o oficio de tratar os dentes era praticado pe los barbeiros e curiosos, foi no século XVIII, devido aos trabalhos do francês PIERRE FAUCHARD que fundou-se a Odontologia moderna.
Foi em 25 de outubro de 1884, um decreto imperial criava as primeiras Faculdades de Odontologia no Brasil.
O ensino superior de Odontologia no Brasil é muito semelhante a escola Americana, ou seja, o profissional é preparado em média por 4 a 5 anos com estudos específicos na área de Odontologia, associados a conhecimentos médicos gerais.


Outras Informações Importantes
O Órgão que regula a atividade da Odontologia é o Conselho Federal de Odontologia com sede no Rio de Janeiro, nos esta dos como o Rio Grande do Sul existe o Regional- CROIRS, em Porto Alegre.
ABO- Associação Brasileira de Odontologia é maior associação com objetivos científicos que promove eventos no Brasil para a chamada educação continuada dos profissionais, é claro existem outras nacionais e regionais com os mesmos propósitos. A ABO/RS é a secção no estado do Rio Grande do Sul da ABO/Nacional, com sede em Porto Alegre.

A Odontologia possui as seguintes Especialidades: 
Cirurgia
Dentística
Endodontia
Odontologia Legal
Odontologia em Saúde Coletiva
Odontopediatria
Ortodontia e Ortopedia Facial
Patologia Bucal
Periodontia
Prótese Buco- Maxilo-Facial
Prótese Dentária
Radiologia
Implantodontia
Estomatologia

Endodontia: É a parte da Odontologia que estuda todas as relações do órgão pulpar (polpa-nervo), com as demais estruturas do dente, cavidade oral, cabeça e do homem como um todo indivisível.
Anamnese: Esta palavra possui um significado muito importante para você cliente e para nós profissionais, pois é como podemos conhecer a sua saúde, suas particularidades, suas experiências anteriores em saúde e tratamentos. Através da anamnese tomamos conhecimento das informações particulares do paciente. Estas devem ser registradas pelos profissionais em suas fichas de consultório. Quem for alérgico ou sensível a qualquer substância deve quando em Anamnese referir ao seu profissional. Existem várias drogas que causam hipersensibilidade, por exemplo, a Penicilina, o AAS, o camarão etc.



FONTE:  https://www.abcdasaude.com.br/odontologia/curiosidades-da-odontologia

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Herpes Labial: Sintomas, Transmissão e Tratamentos


Doença contagiosa que não tem cura

Muitos pacientes chegam ao consultório com as feridas herpéticas, mas não sabem o que são. Acham muitas vezes que alguma ferida causada por bichos como aranhas enquanto estão dormindo (popular xixi de aranha). E é aí que mora o perigo.


Por não terem informações suficientes não tomam os devidos cuidados durante a fase de transmissão da doença e por vezes procuram orientações em farmácias que não diagnosticam a doença e consequentemente não a tratam, passam pomadas que aliviam os sintomas, mas sem o componente necessário para o tratamento.


O herpes labial é uma doença contagiosa causada pelo vírus herpes simplex tipo 1 (HSV-1). O paciente contaminado pelo vírus Herpes Simplex tipo 1 habitualmente apresenta feridas dolorosas nos lábios, porém a infecção também pode acometer a gengiva, faringe, língua, céu da boca, interior das bochechas e, às vezes, a face e o pescoço.


O vírus Herpes Simplex tipo 1 pode também causar lesões nos órgãos genitais, sendo transmitido através da prática de sexo oral. Todavia, o herpes genital é mais comumente causado pelo vírus Herpes Simplex tipo 2 (HSV-2), que apresenta mais facilidade em se multiplicar na pele da região genital do que na cavidade oral.


Em geral, 80% dos casos de herpes labial são causados pelo vírus Herpes Simplex tipo 1 e 20% pelo vírus Herpes Simplex tipo 2. O inverso ocorre com o herpes genital, onde o vírus HSV-1 causa apenas 20% das infecções contra 80% do vírus HSV-2.


Transmissão

O vírus Herpes Simplex só causa doença no ser humano. A sua transmissão se dá pelo contato entre pessoas, através da saliva, perdigotos (gotículas de saliva geralmente de espirros), pele ou lábios do paciente contaminado. Quando há lesões visíveis do herpes, a quantidade de vírus na cavidade oral aumenta cerca de 1000 vezes, o que torna a transmissão nesta fase muito mais provável de ocorrer.


Entretanto, não é somente durante as crises que a Herpes Labial pode ser transmitido. De tempos em tempos o vírus aparece na saliva, mantendo o paciente contagioso por alguns dias, mesmo quando não há lesão ativa do Herpes. Se selecionarmos aleatoriamente 100 pessoas portadoras do vírus HSV-1, assintomáticas no momento, poderemos encontrar o vírus nas secreções orais de até 15 delas.


Há diversas formas de transmissão do herpes labial, no adultos as mais comuns são através do beijo ou de talheres e copos contaminados. Porém, a maioria das pessoas se contamina com o vírus HSV-1 ainda na infância, quando o contato com secreções orais é muito comum.


Sintomas

Nem todas as pessoas portadoras do Vírus desenvolverá a doença logo após a contaminação, apenas 20% desenvolverá em forma de lesões primárias, que são dolorosas e podem apresentar febre, mal-estar, perda do apetite, dor de garganta e aumento dos linfonodos do pescoço. Nas crianças é comum haver gengivite (inflamação da gengiva), enquanto no adulto uma faringite forte, com pus e úlceras na faringe e nas amígdalas é o sintoma mais comum da infecção primária pelo vírus HSV-1. O quadro costuma durar até 2 semanas e desaparece espontaneamente. Os outros 80% dos indivíduos podem permanecer com o vírus “adormecido" por vários anos.


Após a lesão primária ter desaparecido, o vírus não morre, ele permanece vivo em nosso corpo, adormecido nas células dos nossos nervos, à espera de uma baixa do sistema imunológico para voltar a atacar.


As típicas lesões do herpes labial surgem nas reativações do vírus. O quadro é mais tranquilo, menos doloroso e dura no máximo 7 dias.


O paciente pode começar a receber sinais de que o herpes labial vai surgir de 6 a 48 horas antes do surgimento das lesões que geralmente vem em forma de formigamento, dor ou coceira nos lábios.


As lesões do herpes labial surgem inicialmente como pequenas elevações avermelhadas e dolorosas que rapidamente se transformam em bolhas agrupadas. Estas bolhas viram pequenas vesículas (bolhas com pus no interior) e estouram, se transformando em úlceras. A ulceração é a última fase da lesão ativa, cicatrizando em alguns dias, sob a forma de crostas.


Tratamentos

O Herpes Labial não tem cura. O tratamento visa amenizar os sintomas, diminuir o ciclo acelerando a cicatrização.


O ideal é procurar um auxílio especializado, Cirurgião Dentista por exemplo, para avaliar as recorrências e a intensidade dos sintomas e assim passar o melhor tratamento.


Existem os antivirais por via oral (comprimidos) e em pomadas. Além do Tratamento com Laserterapia associado à Técnica do PDT, no consultório odontológico.


O Laser para o tratamento da Herpes tem obtido grandes resultados e garantido mais conforto aos pacientes, principalmente aqueles que tem muitas recorrências ao longo do ano. Hoje o Laser é a tecnologia mais avançada para tratamento destas lesões (e outras, como as aftas).


Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.



Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO -
Artigo por Felipe Barros Matoso

Estudo comprova risco de contaminação em jaleco



Pesquisa realizada em Jerusalém encontrou patógenos potenciais em 63% dos uniformes. Lavar as mãos mais vezes ajuda a evitar contaminações. 

Um estudo publicado no American Journal of Infection Control concluiu que germes perigosos podem se esconder nos uniformes de profissionais da saúde. A pequisa reacende a polêmica envolvendo o uso de jalecos fora do ambiente hospitalar. Pesquisadores do Shaare Zedek Mecical Centerin de Jerusalém fizeram culturas de três manchas de uniformes de 75 enfermeiras e 60 médicos trabalhando num hospital com 550 leitos. Patógenos potenciais foram encontrados em 63% dos uniformes. Também foram encontradas bactérias resistentes a antibióticos em amostras de 14% dos uniformes das enfermeiras e 6% dos uniformes dos médicos. Oito das culturas se desenvolveram como Estafilococos Aureus resistentes à meticilina.
 
        
Não lavar as mãos com frequência pode contribuir para a propagação da bactéria, disseram os autores do estudo, acrescentando que ela pode ser transmitida a pacientes por outros meios e não apenas pela roupa. Observaram também que, embora muitos médicos e enfermeiras que contribuíram para o estudo achassem que seus uniformes estavam perfeitamente limpos, nem sempre esse era o caso. Os autores notaram que lavar a mão mais vezes ajuda no controle das bactérias nos uniformes, assim como a troca de uniformes limpos diariamente e a lavagem adequada da roupa. Os autores mencionaram ainda que jalecos de manga curta também podem oferecer uma proteção extra.
Lei de SP prevê multa de R$ 174
O uso de jaleco ou avental fora do local de trabalho está proibido no Estado de São Paulo desde junho, quando a lei foi publicada no Diário Oficial do Estado. A infração está sujeita à multa - estipulada em 10 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo, ou seja, R$174,50, atualmente. Em caso de reincidência, o valor da multa será dobrado.




sábado, 6 de fevereiro de 2016

Técnica do fio dental
Artigo por Colunista Portal - Educação 



Você deve usar o fio dental diariamente, antes da última escovação noturna.
Para limpeza das regiões entre os dentes, onde a escova não consegue remover os resíduos alimentares e a placa bacteriana, deve ser usado o fio dental.

Você deve usar o fio dental diariamente, antes da última escovação noturna.

O fio dental deve ser passado entre todos os dentes, superiores e inferiores, e atrás dos últimos dentes. Os dentes do fundo da boca são, pela maior dificuldade de higienização, os mais atacados pela cárie, e merecem cuidado especial.

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.



Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Para que serve um estomatologista?

Tratamento de doenças da boca e estruturas anexas


O Estomatologista é o profissional formado em Odontologia, especializado em Estomatologia. Esta especialidade foi aprovada, regulamentada, registrada e reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) do Brasil em 1992.


A Estomatologia é a especialidade que tem como objetivo a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças da boca e estruturas anexas, manifestações bucais de doenças sistêmicas, bem como prevenção de doenças sistêmicas que possam interferir no tratamento odontológico. Diferentemente do que se pensa, o Estomatologista, apesar de sua formação em Odontologia, não trata de dentes apenas.


São diversas estruturas que compõem a boca e as doenças que podem acometê-las são inúmeras. Este profissional está capacitado para detectar o câncer de boca em estágio inicial, bem como acompanhar pacientes em tratamentos oncológicos minimizando os efeitos adversos do tratamento radioterápico e quimioterápico. Além disso, o Estomatologista também diagnostica e trata doenças bucais de origens viral, bacteriana, fúngica, imunológica e, muitas vezes é capaz também de fazer o diagnóstico de doenças sistêmicas, doenças sexualmente transmissíveis e doenças dermatológicas que possuem manifestação bucal.


Portanto, agora que você já sabe que são inúmeras doenças que podem aparecer na boca, sorria para si mesmo e para a sua saúde! Observe sua boca diariamente no espelho e, se perceber algo diferente como ‘aftas’ que demoram em cicatrizar, feridas que não doem, bolinhas ou pontinhos vermelhos ou esbranquiçados, procure o Estomatologista mais próximo de você. Ele terá condições de te ajudar. Previna-se! 


Fonte: Juliana Cassol, Portal Educação

Gengiva retraída






A gengiva retraída ocorre quando o tecido gengival se retrai fazendo com que a raiz dos dentes fique exposta a retração. Deixa a área sensível, assim o tecido saudável da gengiva forma um colar de proteção em volta dos dentes.



Existem dois tipos de gengiva:


- A gengiva inserida que possui a cor rosa, é mais espessa e está unida junto dos dentes e do tecido ósseo;


- A mucosa é uma gengiva não inserida. Possui um tecido bem fino e macio com grande flexibilidade formando também a parte interna das bochechas e dos lábios.



O problema da gengiva retraída pode surgir por conta da má escovação dos dentes, ou quando a pessoa aplica muita força na escovação utilizando cerdas duras. Vários outros traumas dentais podem também levar a causa da retração, além da hereditariedade e o mau posicionamento dos dentes também podem levar ao problema.



Para tratar a gengiva retraída, o periodontista irá fazer uma limpeza profunda, removendo qualquer material da retração para corrigir os dentes. Essa correção é feita através do uso de aparelho ortodôntico. Já na parte que envolve a estética, técnicas cirúrgicas podem auxiliar no tratamento.


Fonte: Portal da educação

Cuidados adicionais a pacientes hipertensos.




1. É indiscutível que a hipertensão é uma doença com a qual os dentistas se deparam rotineiramente em seus consultórios. Quais sinais o paciente pode apresentar que poderiam ser indicativos de que ele é hipertenso? 

Noventa por cento dos hipertensos são assintomáticos. Os 10% restantes podem apresentar sintomas tais como cefaleia, dor na nuca, visão turva, irritabilidade e confusão mental. Como a maioria dos indivíduos hipertensos não apresenta sintomas, a hipertensão arterial (HAS) é diagnosticada pela detecção de níveis elevados e sustentados de PA pela medida casual.

2. Em casos de emergências odontológicas, por exemplo uma pulpite, em que o paciente relate muita dor, qual a conduta que o dentista deverá tomar caso o paciente seja hipertenso?

Se o paciente estiver com a PA até 180x110 mmHg, sem história de dano em órgão –alvo (coração, cérebro, rim), não há contra indicação para a realização de nenhum procedimento odontológico, sendo indicada a realização da pulpectomia. Para pacientes com PA acima deste valor o dentista pode administrar um analgésico e um anti inflamatório, aguardar de 30 a 60 minutos, mensurar a PA novamente e caso esteja menor ou igual a 180 x 110mmHg realizar a pulpectomia. Outra alternativa seria administrar uma droga anti hipertensiva, como o captopril (25 a 50mg), aguardar de 30 a 60 minutos, e mensurar a PA novamente e caso esteja menor ou igual a 180 x 110mmHg realizar a pulpectomia. Caso após estas medidas, a PA se mantiver acima de 180 x 110 mmHg, é recomendado o atendimento odontológico em ambiente hospitalar.

3. Quais cuidados o dentista deve tomar ao atender pacientes hipertensos?

Em primeiro lugar o dentista deve conhecer a história mé- dica do paciente, quais medicamentos toma, se está sob controle ou não. Antes de iniciar as consultas odontológicas a PA deve ser aferida. O ideal é que o tratamento odontológico ambulatorial não interfira na hemodinâmica do paciente, ou seja: devem ser evitadas alterações bruscas de PA, ritmo cardíaco e demanda de oxigênio do miocárdio. Essas alterações podem ser provocadas pelo stress emocional, comum nas situações odontológicas. Por isso, o dentista deve minimizar esse stress agendando o paciente em horários de maior conforto para ele, realizar consultas curtas, controlar adequadamente a dor intraoperatória e, se necessário, prescrever droga ansiolítica antes do atendimento, como por exemplo 5mg de diazepan.

4. Quais as possíveis complicações que um paciente hipertenso pode apresentar durante um procedimento odontológico?

Embora não haja na literatura, relatos de complicação hipertensiva em consultório odontológico (nível de evidência C), uma possível complicação é a crise hipertensiva, termo genérico em que ocorre elevação rápida e sintomática da PA, invariavelmente com níveis de pressão diastólica (PAD) superiores a 120 mmHg, com risco potencial de deterioração de órgão-alvo ou de vida imediato. Outras possíveis complicações incluem as síncopes, queda brusca de PA e hipotensão ortostática, mais frequente naqueles indivíduos que fazem uso de anti-hipertensivos, em especial aqueles com efeito vasodilatador. A HAS associa-se frequentemente a alterações funcionais e/ou estruturais dos chamados órgãos-alvo (coração, encéfalo, rins e vasos sanguíneos) e a alterações metabólicas, com consequente aumento do risco de eventos cardiovasculares fatais e não-fatais. O infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular encefálico (“derrame”) são as duas manifestações agudas possíveis de acometer um paciente hipertenso em quaisquer situações de suas vidas, independentemente do tratamento odontológico. O aumento de sangramento tem sido relatado por alguns, mas geralmente o sangramento em procedimentos odontológicos tem origem em capilares ou veias, portanto sem relação com a PA. Entretanto, em pacientes com a pressão diastólica acima de 100mmHg pode ser observado maior sangramento, que não limitam os procedimentos odontológicos.

5. Sabemos que o dentista deve estar preparado para atender qualquer paciente, incluindo o hipertenso, no consultório. O que o dentista deve ter em seu consultório para atender este paciente?

Para atender qualquer paciente, o dentista deve ter um esfigmomanômetro (calibrado a cada 6 meses). É recomendado que o dentista tenha em seu kit de emergência, uma droga anti hipertensiva, como um inibidor de conversor de angiotensina (Captopril), que pode ser administrados em casos de crise hipertensiva ou na eminência da mesma (PA diastólica acima de 120mmHg).

6. Sabemos que a escolha do anestésico é muito importante, principalmente em pacientes hipertensos. Quais
dicas você daria para ajudar os profissionais a escolher a solução anestésica e a quantidade de tubetes para atender o paciente hipertenso?

O uso dos anestésicos locais com vasoconstrictor é preferível uma vez que as catecolaminas endógenas superam os níveis presentes na anestesia local injetada. A quantidade liberada normalmente é de 7 µg/ min de epinefrina e 1,5 µg/min de norepinefrina, todavia em virtude do estresse elevado pode ser liberado 280 µg/ min de epinefrina e 56 µg/min de norepinefrina. Estes valores são 15 vezes maiores do que o conteúdo de um tubete de anestésico contendo epinefrina a 1:100.000. O uso de 2 tubetes de lidocaína 2% com 1:100.000 de epinefrina é bem tolerado por indivíduos hipertensos, sendo que o uso deste vasoconstritor possui mais benefícios que riscos. Deve haver o cuidado de usar seringa com aspiração para prevenir a injeção no vaso, bem como não deve ser realizada anestesia intra-ligamentar. O uso da felipressina como vaso constritor também é seguro, uma vez que é não adrenérgica, não eleva os valores pressóricos, nem a frequência cardíaca e nem a respiratória. Neste caso pode ser usada em maior quantidade.

7. Em relação às associações medicamentosas, a quais interações o dentista deve estar particularmente atento?
Os anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs) podem diminuir a ação anti-hipertensiva dos beta bloqueadores (propranolol) e inibidores da enzima conversora de angiotensina (captopril) e ainda diuréticos, e por isso devem ser prescritos por períodos curtos, de no máximo 4 dias. Da mesma forma, embora os corticoides possam contribuir com o aumento da PA a longo prazo eles também podem ser prescritos por curto período, para o paciente hipertenso. Existe também interação medicamentosa entre adrenalina e beta bloqueadores (Propranolol, Atenolol) , e diuréticos sem reposição de potássio (Furosemida), e portanto, não devemos utilizar mais de 2 tubetes e nem injetar no vaso, com risco de desencadearmos aumento na pressão arterial, bradicardia ou arritmia.

Fonte: Dra. Marina Helena Cury Gallotini e Dra. Nathalie Pepe Medeiros de Rezende